Custos e orçamentos · custos

Quanto custa construir uma piscina em Portugal?

Preços reais de piscina nova em Portugal: bandas por material, por dimensão e por concelho (Lisboa, Cascais, Oeiras, Sintra, Porto e Almada), mais os custos de terreno e de licenciamento que raramente entram no orçamento base.

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Uma piscina nova enterrada em betão custa hoje, em Portugal, entre 26.000 € e 55.000 €. Um casco de fibra fica entre 16.000 € e 35.000 €. Estas bandas são largas porque não descrevem produtos diferentes: descrevem o mesmo tanque construído em terrenos diferentes. A mesma piscina de 8 por 4 metros que se faz na Charneca de Caparica por 26.000 € custa 55.000 € num lote de Belas Clube de Campo, e a diferença quase toda está no que há debaixo da relva.

O que move o preço, por ordem de peso real nas propostas que vemos, é isto: o tipo de estrutura (betão projetado, casco de fibra ou tanque sobre laje), a dimensão e a profundidade do tanque, a natureza do subsolo (areia, argila, calcário, basalto ou granito), o acesso das máquinas ao jardim, o equipamento técnico escolhido e o enquadramento urbanístico do lote. Nas páginas de concelho da ClickPiscina cada um destes fatores está levantado zona a zona, e este artigo junta esses levantamentos num quadro nacional.

Quanto custa uma piscina por material: betão, fibra e madeira

O betão projetado a gunite é o que os construtores mais propõem em Portugal, e é praticamente a única resposta em lotes com desnível ou com forma irregular. Molda-se ao terreno, aceita qualquer geometria e permite plataformas a meia encosta, que é exatamente o que os lotes da Ajuda, do Restelo ou de Barcarena obrigam a fazer. Em troca, é a solução mais lenta: conte oito a doze semanas de obra mais o tempo de cura antes do revestimento.

O casco de fibra é mais rápido e mais barato, mas tem uma condição eliminatória que não aparece no preço de catálogo: a grua tem de conseguir pousar o monobloco no sítio. Isso é fácil numa moradia isolada da Charneca ou de Birre, com entrada de carro e terreno à volta para a máquina manobrar. É inviável em boa parte da Estrela, da Lapa e da Foz Velha, onde a entrada é só pela porta de rua e não há passagem lateral. Antes de comparar preços de fibra com preços de betão, meça a passagem mais estreita entre a rua e o jardim.

A terceira via, nas cidades densas, não é a madeira: é o tanque de pequeno formato ou o spa executado sobre laje, integrado numa obra de reabilitação. No Bonfim, em Paranhos e no centro do Porto essa é a solução corrente, e inclui sempre projeto de estabilidade e impermeabilização da laje. As piscinas de estrutura em madeira, elevadas ou semi-enterradas, existem no mercado português mas não têm expressão nos pedidos dos seis concelhos que levantámos, por isso não lhes atribuímos uma banda de preço aqui.

SoluçãoBanda de preçoQuando faz sentido
Betão projetado, enterrada26.000 € a 55.000 €Lotes com desnível, forma livre, acesso difícil e qualquer caso onde a grua não chega
Casco de fibra, monobloco de 7 a 9 m16.000 € a 35.000 €Lotes planos com entrada de carro e espaço para a grua pousar o casco
Pequeno formato ou spa sobre laje12.000 € a 30.000 €Reabilitação urbana, logradouros pequenos, terraços e caves por baixo
Estrutura em madeira, elevadaSem banda levantadaFora do padrão de pedidos dos seis concelhos analisados; peça orçamento específico

Se está a decidir entre as duas primeiras opções, o artigo sobre piscina em betão ou em fibra e os respetivos preços compara prazo de obra, liberdade de forma e custo total.

Quanto custa por dimensão e por profundidade

A dimensão entra no orçamento por duas vias que se somam: mais metros cúbicos de escavação e de terras a transportar, e mais metros quadrados de estrutura, de impermeabilização e de revestimento. Um tanque de 8 por 4 metros tem 32 metros quadrados de plano de água contra 24,5 de um 7 por 3,5, ou seja, cerca de 30 por cento mais de tudo.

Dentro de Lisboa, o tamanho raramente é escolhido: é imposto. Num lote regular de Alvalade, entre 200 e 400 metros quadrados, depois de descontar os afastamentos às estremas e o índice de impermeabilização que o PDM permite, o que sobra é um tanque entre 5 por 2,5 e 7 por 3,5 metros com praia estreita de um dos lados. Note que o índice conta o plano de água mais o pavimento em redor, por isso a praia larga que aparece nas fotografias é muitas vezes o que impede a piscina de crescer. Nos Olivais Sul, na Charneca de Caparica ou na Quinta da Marinha, com lotes de 300 a 2.000 metros quadrados, uma piscina familiar de 8 por 4 metros é realista sem obra de contenção.

Dimensão do tanquePlano de águaBanda documentada em betãoConcelhos de referência
5x2,5 a 6x3 m12,5 a 18 m2Abaixo da banda de 7x3,5 mAlvalade, Benfica, logradouros da Estrela
7x3,5 m24,5 m228.000 € a 52.000 €Lisboa, Porto
8x4 m32 m226.000 € a 55.000 €Cascais, Oeiras, Sintra, Almada
10x5 m com praia larga50 m2Acima da banda de 8x4 mQuinta da Marinha, Birre, Areia, Herdade da Aroeira

A profundidade é o fator que mais gente subestima. Cada dez centímetros a mais no fundo acrescentam metros cúbicos de escavação, de terras a vazadouro e de água a tratar todos os meses, e num terreno com rocha esse acréscimo é multiplicado pelo custo de partir pedra em vez de mover terra. Uma piscina de profundidade constante de 1,40 metros é mais barata de construir e mais barata de manter do que a mesma área com fundo em rampa até 2,00 metros, e para uso familiar cobre praticamente todos os casos.

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Mão de obra e materiais: onde vai realmente o dinheiro

Quando se comparam duas propostas para a mesma piscina, a tentação é olhar para o revestimento e para o equipamento, porque são as linhas que se percebem. Mas a variação entre orçamentos quase nunca está aí. O casco de fibra tem um custo de fábrica que não muda entre Almada e o Porto. A bomba de calor custa entre 3.000 € e 6.000 € nos seis concelhos, e a cobertura automática entre 6.000 € e 12.000 € em todos eles, sem exceção. Os materiais e os equipamentos são a parte previsível do orçamento.

O que varia é a coluna da mão de obra e da logística. É aí que estão os dias de martelo hidráulico para abrir a cave, o fio diamantado no granito do Porto, a mini giratória, a grua para descer material por cima do telhado, a escavação parcialmente manual nas ruas íngremes da Ajuda, os camiões de pedra a vazadouro, o lugar marcado na via pública para o camião estacionar e as horas perdidas em ruas onde só se pode trabalhar das 8h às 20h em dias úteis.

A prova está nos próprios números. Uma piscina enterrada em betão de 8 por 4 metros custa 26.000 € a 46.000 € a quem queira construir piscina em Almada, e 30.000 € a 52.000 € numa moradia da Foz para quem queira construir piscina no Porto, com dimensão comparável. O tanque é o mesmo, o revestimento pode ser o mesmo, a filtração é a mesma. A diferença é que em Almada o subsolo é areia do Pliocénico que sai à pá e no Porto é granito de duas micas que tem de ser partido antes de existir sequer um buraco. Quem orçamenta piscinas em Portugal está, em boa medida, a orçamentar movimento de terras.

Daqui sai a regra prática mais útil deste artigo: peça sempre orçamento itemizado, com a escavação, a estrutura, a impermeabilização, o revestimento, a casa das máquinas e os extras em linhas separadas. Duas propostas para a mesma piscina no Lumiar podem diferir milhares de euros só porque uma contou a escavação em basalto e a outra não a contou, e num total fechado isso é invisível até ao dia em que a máquina bate na rocha.

Custos adicionais: escavação em rocha, terreno e equipamento

A escavação em rocha é o principal custo variável de uma piscina em Portugal, e não é uma excepção rara: em vários concelhos é a regra. Quem procura construtores de piscinas em Oeiras encontra, na faixa alta do concelho, de Nova Oeiras a Santo Amaro, a Barcarena e a Leião, calcário cretácico e basalto do Complexo Vulcânico de Lisboa, ambos duros, e é normal precisar de martelo hidráulico para abrir a cave. No Porto, o granito está a pouca profundidade em toda a cidade, da Foz a Paranhos. Nas zonas de moradia onde se pode construir piscina em Sintra, o granito, o sienito e o gabro do maciço estão entre os terrenos mais duros da região, escavados por rotura mecânica lenta, sem explosivos junto a construções, o que pode significar várias semanas só para abrir a cave.

Para construir piscina em Lisboa, a situação divide-se por bairros: calcário miocénico e argilas no centro e em Alvalade, basalto em Carnide, no Lumiar e na Ameixoeira, rocha à superfície na Ajuda alta, e aterro recente com nível freático alto em toda a frente ribeirinha, do Beato ao Parque das Nações. Quem quer construir piscina em Cascais tem duas metades de concelho: a norte e oeste, para os lados de Alcabideche e da serra, assenta no granito do maciço de Sintra, enquanto a faixa entre o Estoril e Carcavelos tem calcário e a Areia e o Guincho têm solo arenoso e drenante.

Almada é o contraponto útil: areias do Pliocénico e do Miocénico, sem rocha, escavação rápida e terras que saem com facilidade. O custo aparece do outro lado, porque a areia obriga a entivar as paredes da vala e a compactar bem a base, e onde o nível freático está a pouca profundidade a piscina precisa de dreno perimetral e de medidas anti-flutuação, o que também torna arriscado esvaziá-la mais tarde.

Custo adicionalBandaOnde aparece
Escavação em rocha1.500 € a 10.000 €1.500 € a 6.000 € em Lisboa, 2.000 € a 7.000 € em Oeiras, 2.000 € a 8.000 € em Cascais, 3.000 € a 9.000 € no Porto, 3.000 € a 10.000 € no maciço de Sintra
Entivação da vala e compactação800 € a 3.000 €Solo arenoso de Almada, Charneca e Sobreda
Dreno perimetral e anti-flutuação1.500 € a 6.000 €Costa da Caparica, Fonte da Telha, Caxias, Cruz Quebrada, Paço de Arcos baixo
Bomba de calor3.000 € a 6.000 €Igual nos seis concelhos
Cobertura automática6.000 € a 12.000 €Igual nos seis concelhos
Abrigo de vento mais cobertura4.000 € a 14.000 €Guincho, Malveira da Serra, Aroeira alta
Renovação de revestimento e equipamento6.000 € a 18.000 €Moradias dos anos 80 e 90
Renovação completa de piscina antiga12.000 € a 28.000 €Cascais e Estoril, com revestimento, bordadura e casa das máquinas no fim de vida ao mesmo tempo

Vale a pena reter o efeito da bomba de calor e da cobertura, porque são o único investimento que muda o que a piscina vale ao longo do ano. Sem aquecimento, a época de banhos em Lisboa vai na prática de meados de junho a meados de setembro. Com bomba de calor ou cobertura isotérmica, é realista usar a piscina de abril a outubro. No Porto o cálculo é ainda mais favorável, porque a época natural é mais curta.

Como o preço varia de região para região

Não existe um preço nacional de piscina, existem preços de concelho, e a tabela seguinte mostra porquê. As bandas vêm dos levantamentos por concelho da ClickPiscina, que registam a dimensão de referência de cada zona.

ConcelhoBetão enterradaCasco de fibraSobrecusto de terrenoManutenção mensal
Lisboa28.000 € a 50.000 € (7x3,5 m)16.000 € a 32.000 €1.500 € a 6.000 € (basalto ou calcário)70 € a 170 €
Cascais30.000 € a 55.000 € (8x4 m)18.000 € a 35.000 €2.000 € a 8.000 € (granito)80 € a 190 €
Oeiras30.000 € a 52.000 € (8x4 m)18.000 € a 34.000 €2.000 € a 7.000 € (rocha) e 1.500 € a 6.000 € (drenagem ribeirinha)75 € a 180 €
Sintra26.000 € a 46.000 € na linha, 32.000 € a 55.000 € em Belas, Beloura e Linhó18.000 € a 34.000 €3.000 € a 10.000 € (granito do maciço)75 € a 190 €
Porto30.000 € a 52.000 € (7x3,5 m)17.000 € a 33.000 €3.000 € a 9.000 € (granito do Porto)75 € a 180 €
Almada26.000 € a 46.000 € (8x4 m)16.000 € a 30.000 €800 € a 3.000 € (entivação) e 1.500 € a 6.000 € (dreno)70 € a 175 €

Lisboa e o Porto puxam para a banda alta por razões diferentes. Em Lisboa é o acesso: muitas moradias do Restelo e da Estrela têm entrada só pela porta de rua, sem passagem lateral, o que obriga a grua, a mini giratória ou a escavação parcialmente manual. No Porto é a rocha, quase universal no concelho, somada a ruas estreitas na Foz onde o camião não estaciona sem lugar marcado.

Cascais tem a banda mais alta em betão, e não é só por causa do granito de Alcabideche: é também porque os lotes da Quinta da Marinha, de Birre e da Areia têm 800 a 2.000 metros quadrados e as piscinas que ali se fazem têm forma livre, praia larga e acabamentos de gama alta. Sintra é o concelho de maior amplitude, com quase 30.000 € entre uma piscina numa moradia da linha e uma em Belas Clube de Campo, onde ao granito se soma a revisão de projeto pelo empreendimento. Almada é sistematicamente o mais barato dos seis, e a razão é geológica: areia em vez de rocha.

Repare também na coluna da manutenção, que costuma ficar de fora da decisão. Cascais e Sintra chegam aos 190 € por mês por motivos locais concretos: em Cascais a nortada arrasta folha e areia para dentro do tanque, e perto da serra de Sintra a sombra e a humidade fazem crescer algas. O artigo sobre custos de manutenção de piscina detalha o que entra num contrato anual.

Custos escondidos que quase ninguém orça

Estes são os itens que aparecem depois da assinatura e que explicam a maioria das derrapagens. Nenhum é exótico: todos foram levantados nas páginas de concelho.

  • Remoção de terras e de rocha a vazadouro, com camião e, em Lisboa e no Porto, pré-marcação de lugar na via pública. Numa escavação em granito não são terras, são toneladas de pedra.
  • Muros de suporte e projeto de estabilidade nos lotes inclinados do Restelo, do Alto da Ajuda e de Barcarena. Um muro acima de dois metros retira a obra do regime de escassa relevância urbanística e traz controlo prévio da câmara.
  • Contenção provisória junto a construções vizinhas encostadas, frequente nos lotes pequenos e geminados de Carcavelos, da Parede e dos Lombos.
  • Impermeabilização reforçada e drenagem permanente na frente ribeirinha, do Beato ao Parque das Nações, em Massarelos e na Ribeira do Porto, e em Caxias e Cruz Quebrada.
  • Índice de impermeabilização do PDM, que soma o plano de água, a praia e a casa das máquinas. Num lote pequeno de Alvalade ou de Benfica é este número, e não o espaço físico, que fixa o tamanho da piscina. No Porto, o PDM de 2021 protege os logradouros verdes do quarteirão com uma área permeável mínima.
  • Peças desenhadas e memória descritiva exigidas pelo RMUEL em Lisboa mesmo em obras de escassa relevância, e a apreciação em Área de Reabilitação Urbana em boa parte do centro do Porto e da Estrela.
  • Regulamento do loteamento ou do condomínio, com caução, horários de obra apertados e, em Belas Clube de Campo e na Quinta da Beloura, revisão do projeto pela comissão do empreendimento.
  • Estatuto AUGI em Almada, onde muitos bairros da Charneca e da Sobreda nasceram como loteamentos ilegais. Enquanto a reconversão não estiver aprovada, a piscina não pode ser licenciada, por muito bom que seja o terreno.
  • Áreas protegidas, do Parque Natural de Sintra-Cascais à Reserva Ecológica Nacional na faixa costeira e nas arribas, e à Arriba Fóssil entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha.
  • Arranque e primeiro enchimento, com acerto de água, mais o contrato de manutenção que começa no mês seguinte à entrega.

O calendário é o último custo escondido, e é gratuito de evitar. Peça orçamentos entre setembro e janeiro e comece a obra no inverno. Uma piscina em betão leva oito a doze semanas de obra mais a cura antes do revestimento, e o licenciamento de estabilidade, quando é preciso, soma semanas. Arrancar em maio quase garante que não terá a piscina utilizável nesse verão. Para o caso específico da capital, veja o guia de licenças, custos e prazos em Lisboa, e para o norte o guia de orçamento no Porto.

Perguntas frequentes

Quanto custa construir uma piscina em Portugal?
Uma piscina nova enterrada em betão custa entre 26.000 € e 55.000 €, e um casco de fibra entre 16.000 € e 35.000 €. A posição dentro da banda depende sobretudo do subsolo e do acesso: Almada fica em 26.000 € a 46.000 € por ter areia em vez de rocha, e Cascais chega aos 55.000 € por juntar granito, lotes grandes e acabamentos de gama alta.
Qual é o preço médio de uma piscina de 8 por 4 metros?
Em betão, a banda documentada para um tanque de 8 por 4 metros é de 26.000 € a 55.000 €, conforme o concelho: 26.000 € a 46.000 € em Almada e na zona da linha de Sintra, 30.000 € a 52.000 € em Oeiras, 30.000 € a 55.000 € em Cascais e 32.000 € a 55.000 € em Belas Clube de Campo, na Beloura e no Linhó.
Vale mais a pena piscina em fibra ou em betão?
A fibra é mais rápida e custa 16.000 € a 35.000 € contra 26.000 € a 55.000 € do betão, mas exige que uma grua chegue ao jardim para pousar o monobloco. Em lotes planos com entrada de carro, como na Charneca de Caparica, em Birre ou nos loteamentos da parte alta de Oeiras, a fibra compensa. Em lotes com desnível, forma irregular ou acesso só pela porta de rua, como na Estrela, na Ajuda ou na Foz Velha, o betão projetado é a única solução viável.
Quanto custa a escavação em rocha para uma piscina?
Entre 1.500 € e 10.000 € adicionais, consoante o tipo de rocha. Conte 1.500 € a 6.000 € no basalto e no calcário de Lisboa, 2.000 € a 7.000 € em Oeiras, 2.000 € a 8.000 € no granito de Cascais, 3.000 € a 9.000 € no granito do Porto e 3.000 € a 10.000 € no maciço de Sintra, que é dos terrenos mais duros da região e obriga a rotura mecânica lenta, sem explosivos junto a construções.
Onde é mais barato construir piscina, em Lisboa ou na margem sul?
Na margem sul. Em Almada, uma piscina de 8 por 4 metros em betão fica em 26.000 € a 46.000 €, contra 28.000 € a 50.000 € para um tanque menor, de 7 por 3,5 metros, dentro de Lisboa. A razão é o subsolo de areias do Pliocénico e do Miocénico, sem rocha para partir, e o acesso de máquinas fácil por ruas largas nas zonas de moradia da Charneca e da Sobreda.
Quanto custa manter uma piscina por mês?
Um contrato anual de manutenção de piscina exterior de moradia custa entre 70 € e 190 € por mês, com produtos e consumíveis normalmente faturados à parte. Lisboa e Almada ficam na banda baixa, de 70 € a 175 €, e Cascais e Sintra na banda alta, até 190 €, porque a nortada arrasta folha e areia em Cascais e a sombra e a humidade da serra favorecem algas em Sintra.
Quanto custa aquecer a piscina e vale a pena?
Uma bomba de calor custa 3.000 € a 6.000 € e uma cobertura automática 6.000 € a 12.000 €, valores iguais nos seis concelhos. Sem aquecimento, a época de banhos em Lisboa vai de meados de junho a meados de setembro; com bomba de calor ou cobertura isotérmica, é realista usar a piscina de abril a outubro. No Porto o retorno é maior, porque a época natural é mais curta.
Preciso de licença da câmara para construir uma piscina?
Uma piscina descoberta ligada a uma moradia existente é obra de escassa relevância urbanística pelo artigo 6.º-A do RJUE, logo sem licenciamento nem comunicação prévia. Deixa de o ser quando há muros de suporte acima de dois metros, movimento de terras significativo, casa das máquinas enterrada com estrutura própria, ou quando o prédio está em Área de Reabilitação Urbana. Em qualquer caso tem de cumprir o PDM e, em Lisboa, entregar peças desenhadas e memória descritiva ao abrigo do RMUEL.

O que fazer a seguir

Se está a orçamentar uma piscina nova, comece pelo terreno e não pelo catálogo. Meça a passagem mais estreita entre a rua e o jardim, fotografe o logradouro, confirme se há rocha à vista ou nos lotes vizinhos e verifique o índice de impermeabilização que o seu lote permite. Com esses três dados, as propostas que receber já incluem a escavação, a logística e o enquadramento urbanístico, e passam a ser comparáveis entre si. Sem eles, está a comparar números que não descrevem a mesma obra.

A página de construir piscina nova explica o âmbito típico de uma obra e o que esperar dos parceiros. Se a piscina já existe e o que precisa é de a pôr a funcionar, veja renovar piscina e peça em paralelo um orçamento de renovação, entre 6.000 € e 28.000 €, para comparar com o de obra nova. Para o custo corrente depois da entrega, a página de manutenção de piscinas descreve o que entra num contrato anual.

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